sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A Loucura do Mercado de Inverno…

Com a abertura do mercado de Inverno surgem as inevitáveis mudanças nos plantéis da grande maioria dos clubes. Vendas, empréstimos e novas aquisições passam a encher as páginas da imprensa desportiva e a preencher o quotidiano dos clubes.
Tendo em conta a actual conjuntura económica e os problemas financeiros vividos por algumas instituições desportivas, este tema capta ainda mais atenções.
De facto, nem sempre os clubes reagem da melhor forma à abertura dos mercados: gastam dinheiro em “promessas” ou velhas glórias, esquecendo-se de ter em atenção as necessidades da equipa e o perfil traçado pelo treinador. Este é um erro comum e repetido vezes sem conta que, a meu ver, pode ser um dos factores responsáveis pela falência de alguns clubes portugueses.
No que toca a novas contratacções, uma das prioridades deve ser a de colmatar as necessidades da equipa. Só depois se deve partir em busca de “pechinchas”.

De que serve ter, por exemplo, no plantel 3 jovens médios de grande potencial, se continuamos sem uma opção para a lateral esquerda? De que vale arrecadar jovens “promessas”, se os nossos pontos fracos se mantêm e as novas aquisições muito provávelmente terão poucas oportunidades para ajudar a equipa ao longo da época?


É tudo uma questão de definir prioridades. É certo que existem negócios que só aparecem uma vez e merecem ser aproveitados, no entanto de nada vale aproveitá-los todos se depois a equipa não usufruir dos seus efeitos positivos. A aquisição desregrada de atletas pode mesmo funcionar como um elemento destabilizador do balneário, na medida em aumenta o número de opções para um leque restrito de posições disponíveis. Esta situação, que exige um gestão rigorosa, pode gerar sérios conflitos no seio do grupo.
Porém, também é verdade que estes negócios também podem ser vistos como uma forma do clube se precaver em relação à possibilidade de vir a perder peças importantes num dado sector. Porém, é necessário ser muito cuidadoso e avaliar bem as escolhas que se faz. No futebol, como em qualquer outra área, os negócios apriori nunca são dados adquiridos e a qualquer momento pode suceder uma reviravolta, como por exemplo, a troca de treinador.
Por outro lado, em vez de investirem em tantas “promessas importadas”, talvez fosse benéfico para os clubes nacionais investirem um pouco mais na formação e nos seus próprios talentos. Não é preciso viajar até à América do Sul (por exemplo) para encontrar um jovem médio ofensivo com qualidade. Eles também existem no nosso país… O que falta é meios, credibilidade e investimento no futebol de formação português.


Imagine-se o que os nossos clubes poupariam se produzissem os seus próprios talentos? E o que ganhariam com a “exportação” de “promessas caseiras”?

Enfim, falta-nos ambição e vontade de termos um papel mais activo no mundo do futebol. Por outro lado, carecemos de paciencia. Sim, porque para podermos ser considerados uma “fábrica de talentos” é preciso tempo. Não é algo que se consiga a curto prazo.

4 comentários:

Peter Schmeichel disse...

Sr JEB se vier ver isto veja os nomes que podia levar para o SCP:
-Kerlon
-Altidore
-Roy Beerens
-Pinilla
-Abel Hernandez
-Krisztian Nemeth
-Hugo (Sao Paulo)
-Tobias Hysen
-Bajrami
-Nílton (Corinthians)
-Rogério Fidélis Régis (seria o regresso)
e por ultimo... Hakan Sukur

Gonças disse...

Gastam milhões em centros de formação e mais não sei o quê e depois andam aos restos dos outros clubes e a comprar por atacado no Brasil. Depois admiram-se de terem passivos. O Nelson Oliveira não era bem melhor do que o Keirrison ou agora este Kardec? E não custava um tostão, além de poder ir jogando nos juniores também. Abram os olhos srs dirigentes!

Sebastião disse...

Existe um avançado, com mais potencial que Bojan e qualquer outro suposto craque galactico... Guilherme, avançado, 21 do Cruzeiro. Roy Beerens?... bem visto

Sebastião disse...

Estou é encantado com a classe do Wilson Palacios, medio que agora jogo no Tottenham... Muito bom